O TRIUNFO DE CRISTO NA CRUZ  

 E tendo chegado a sua hora, para que se cumprisse a palavra, foi traído por um dos doze, sendo preso e levado à presença do sumo sacerdote e do rei, começava ali o julgamento mais terrível e cruel da história da humanidade.

O justo, pagando a dívida do pecador, sofrimento, muita angústia e grande dor, mas Ele não abriu a sua boca.   

Homem de dores, sacrifício vivo para remir o homem do pecado, foi humilhado das mais terríveis e diversas formas.

Com todo poder para transformar o universo em minúsculas partículas, ou em nada, não pediu vingança ao Pai, mas pediu que lhes perdoassem, deixando em si mesmo o maior exemplo de bondade e humildade, porque sublime é o perdão.

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. 

  Esaú, por um bocado de manjar, vendeu o seu direito a primogenitura; e querendo ele ainda herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrima o buscou (Hebreus 12.16, 17).  

 O homem, estando morto na maldição do pecado, o Senhor havia colocado anjos vigiando o caminho da árvore da vida, que é o paraíso que Cristo prometeu ao homem que estava crucificado ao seu lado, pela sua humildade e arrependimento.

E, pelo sangue de Cristo, o homem teve novamente acesso ao perdão e a salvação para a vida eterna.   

Na carta aos Romanos 3.20, a palavra afirma que nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei, vem o conhecimento do pecado, fazendo-se necessário que o próprio Deus se fizesse homem e habitasse entre nós (João 1.14), o qual deu a sua vida em sacrifício vivo na cruz, para a remissão dos nossos pecados, e ressuscitou ao terceiro dia para a esperança da nossa salvação (Romanos 4.25).  

 E hoje, pela aspersão do seu achamos lugar de arrependimento, porque Cristo levou sobre si o pecado do mundo inteiro (Isaias capítulo 53), abriu a porta do paraíso e nós, sendo inimigos de Deus, fomos reconciliados pela morte do seu filho, e, pelo seu sangue restabeleceu a paz entre Deus e o homem 

 A palavra do Senhor, no livro de Isaias Capítulo 53.3 relata que Jesus Cristo era homem de dores.

Estando Cristo dependurado na cruz com uma coroa de espinhos cravada na cabeça, havia mais de três horas, humilhado, escarnecido, açoitado, em dado momento clamou ao Pai dizendo:   Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes?

 O pecado do mundo inteiro pesava sobre Ele.

Cristo angustiou-se mas não temeu e nem recuou, oferecendo-se com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.

 Tendo sede, deram-lhe vinagre.

 E quando tudo estava consumado, Jesus inclinando a sua cabeça, entregou o seu espírito ao Pai.   As profecias haviam sido cumpridas, o Cordeiro inocente, pela aspersão do seu sangue, havia aniquilado o pecado, satanás estava definitivamente derrotado. Cristo triunfou sobre a morte cravando-a na cruz, o pecado que separava o home de Deus estava destruído e pelo seu sangue, reconciliou o homem do Deus. 

   No momento em que Cristo rendeu o seu Espírito a Deus, o véu do templo que separava o lugar santo do santíssimo, onde somente o sacerdote entrava uma vez por ano para sacrificar à Deus por si e pelos pecados de todo povo, rasgou-se de alto a baixo, porque um novo véu havia se rasgado, isto é, a carne de Cristo, para nos libertar da lei do pecado e da morte que separava o homem de Deus, sendo justificados gratuitamente pela aspersão do seu sangue e pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.  

 O homem que estava condenado à morte pelo pecado do Éden, foi reconciliado com Deus pela aspersão do sangue do Senhor Jesus Cristo, o qual, abriu a porta do paraíso e concedeu ao pecador, que pelo arrependimento e conversão, alcance a glória da vida eterna  Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, mas com o precioso sangue de Cristo, como um

Cordeiro imaculado e incontaminado.

Irmão Carvalho

Última atualização ( Qui, 31 de Outubro de 2013 20:50 )