É bem verdade que a rapidez com que as informações são obtidas através da mídia e dos diferentes instrumentos das novas tecnologias, agregados às mudanças que vem acontecendo no setor educacional, contribuem de forma significativa na formação intelectual de nossos filhos, além de promoverem mudanças também no comportamento dos mesmos.



Entretanto, sabe-se que nenhuma instituição ou agente formador de opiniões, possui o mesmo potencial ou a mesma capacidade de influência que os pais exercem sobre seus filhos com relação à formação do Caráter de cada um, seja isto positiva ou negativamente.

             Por outro lado, muitos pais não se consideram capazes o suficiente para tal função; ou por estarem experimentando a grandeza de ser pai ou mãe pela primeira vez, e por isso acharem-se inexperientes, ou por acreditarem que não foram bem sucedidos na educação de algum filho ou filha que já tiveram anteriormente, e por essa razão tornam-se tendenciosos a delegarem, de forma direta ou indireta, a responsabilidade a outrem.

 

Deu-nos sua rica e poderosa palavra, isso mesmo, aquela que é viva e eficaz, e é mais cortante do que espada alguma de dois gumes; e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Ler Hebreus 4.12).

            Palavra esta que, para nós ainda é de fácil acesso; quase toda a família dispõe de um exemplar deste manual em casa e que o chamam de bíblia. Mas alguém poderia argumentar:


Não é a bíblia um conjunto de livros antigos, escritos por homens que viveram há muitos e muitos séculos atrás? Certamente não seria o tratado mais adequado para abordar esse tema, uma vez que os tempos mudaram, e não há quem negue isso; o conflito entre as gerações é visível aos olhos de todos. Por que então não fazer uso de materiais bibliográficos recém-publicados? Há excelentes escritores na praça!

             Apesar de tal argumento fazer algum sentido, engana-se quem pensa desta forma. A bíblia é um livro escrito por homens, mas divinamente inspirados pelo Espírito Santo de Deus a fim de que registrassem com exatidão tudo o que aprouve a Deus revelar ao homem sobre Ele mesmo e sobre seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor.


Nosso Deus é um Deus de princípios, nunca mudou e nunca vai mudar, nele não há sombra de variação; seus preceitos são imutáveis e tudo o que ele nos deixou como mandamento e regra, nada mais são do que a essência da sabedoria divina, extremamente necessária a todo e qualquer ser humano que deseja alcançar a paz interior, mesmo vivendo ainda em um corpo corruptível.

            Desde os primórdios da humanidade, Deus sempre considerou de extrema importância, o papel dos pais com relação à educação dos filhos. Eis o que ele mesmo ordenou aos filhos de Israel através do seu servo Moisés: E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te (Deuteronômio 6.7).


O Senhor, de forma alguma, delegou aos pais a responsabilidade de mestres de seus filhos levando em consideração apenas a experiência vivida por eles, ou o seu grau de instrução e ou escolaridade; de jeito nenhum, mas ordenou que transmitissem os seus ensinamentos aos seus descendentes conforme a tudo o que de antemão já havia revelado ao homem.

            A Palavra de Deus ainda argumenta: E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada (Tiago 1.5).


Mas pode ser que alguém pergunte: o que foi mesmo que Deus revelou ao homem?

             Deixemos a resposta com a própria bíblia: Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles (Hebreus 1.1-4).


Para Deus, muito mais do que promover a capacitação intelectual dos filhos, a missão dada aos pais, é a de ensinar a eles o caminho em que devem andar, para que, quando forem velhos, não se desviem dele. Ler Provérbios 22: 6.

            O que o Senhor realmente deseja é reestabelecer a comunhão com o homem, quebrada por causa do pecado; deseja que todos o conheçam tal como ele é, por isso elaborou um plano de salvação a fim de que nós, que antes estávamos longe, já pelo sangue de Cristo chegássemos perto. Ler Efésios 2: 13.


Nossos filhos precisam conhecer a Deus e sua palavra; precisam fazer distinção entre o certo e o errado; precisam aprender a amar ao Senhor acima de todas as coisas; e também a buscar o Reino dele em primeiro lugar. Para isso, é necessário criá-los conforme ensinam as escrituras: na disciplina e na admoestação do Senhor (Leia Efésios 6.4).

            Se assim procedermos, certamente nossos filhos terão atitudes semelhantes à descrita por Asafe, um salmista do povo de Israel: O que ouvimos e aprendemos; o que nos contaram nossos pais; não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez (Salmo 78: 3-4).     Amém.


ADENDO NOSSO:


EXORTAÇÃO AOS PAIS


Consolidado o tão sonhado casamento, os nubentes começam a cogitar e a planejar a vinda de um filho para complemento da prosperidade. Quando a gravidez é consumada a alegria é unânime a toda família, então começam os preparativos com muita ansiedade até a vinda do bebê, e com o nascimento da criança a felicidade da família se completa.

            Nos primeiros dias o recém-chegado é o encanto da família, mas com o passar do tempo, em muitos casos vem outros filhos, a família vai amadurecendo, problemas aparecem, o casal precisa trabalhar e já não há mais tempo para se dedicarem aos filhos, o relacionamento matrimonial vai se desgastando e já não é mais tão atraente como no início.


E aquele tão sonhado filho, venerado desde o ventre da mãe, cresceu, e não corresponde mais as expectativas do sonho de um excelente filho que foi gerado com o único propósito de alegrar e trazer felicidades ao lar. Torna-se desobediente, não respeita mais aos pais, pouco aproveitamento nas atividades escolares, más companhias, enfim, o sonho está se transformando num pesadelo.

            E quem não traz a educação do berço e não respeita aos pais, não respeitará a ninguém mais. Mas quando tiverem que viver no mundo vão estranhar a diferença, porque o mundo não tolera aquilo que muitos pais consentem, e então vão pagar um alto preço por não trazerem consigo os bons ensinamentos do lar.


E quem é o responsável pela incoerência desse filho? Logicamente que são os pais, porque ainda que o homem tenha a natureza pecadora, mas ele nasce inocente, e vai seguir os ensinamentos, exemplos e testemunhos dos pais, porque os nossos filhos serão exatamente aquilo que gostaríamos que eles fossem.

            Para tanto é próprio dos pais desejarem que os seus filhos sejam mais excelentes do que outras crianças, como é comum os pais dizerem: “O meu filho é terrível, mexe em tudo, muito arteiro”. Amado, esse é o pior tipo de elogio que alguém poderá fazer aos filhos, porque você está condicionando-o à provar que realmente é o máximo fazendo traquinagens. Esse comportamento poderá comprometer na formação moral e no caráter da criança, e no futuro poderá gerar consequências desastrosas.


Considere que os filhos são herança do Senhor (Salmos 127.3), e sendo a criança sem pecado, porque jogá-lo nas trevas do mundo exterior para depois tentar resgatá-lo, por ventura não seria mais proveitoso criar os filhos na obediência, doutrina e ensinamento do Mestre?

            Por essa razão as sábias Palavras do Senhor recomenda: Instrui a criança no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele (Provérbios 22.6).


E engana-se quem traz consigo a concepção que educação se faz com bons presentes, passeios, atividades extras, isso poderá até trazer algum contentamento momentâneo, mas a criança necessita mesmo é da atenção dos pais, carinho, palavras sábias nos momentos difíceis, porque vale muito mais um sorriso, um abraço ao invés de todos os bens materiais do mundo.

            É necessário considerar também que filho não se educa com gritos, ameaças e chibatadas, mas com amor, afeto, bons testemunhos de vida, e principalmente um relacionamento amoroso e respeitoso entre os pais, e certamente isso irá somar na formação de um bom caráter da criança, porque ela nasce perfeita, mas o meio que vive irá moldá-la.


E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor (Efésios 6.4).

            Entretanto, isso não quer dizer que os filhos não devam ser disciplinados, ao contrário, a correção aos filhos é bíblica e indispensável para uma boa formação. É claro que em tudo se faz necessário um ponto de equilíbrio, mas na realidade a Palavra assegura que o pai que ama corrige o filho, observando o momento certo para não submetê-lo a constrangimentos desnecessários.


Irmãos, outro detalhe, apercebam que hoje os veículos de comunicação só noticiam tragédias, e no conceito de muitos irmãos, essas coisas só acontecem aos outros, mas de repente conhecemos casos de pastores e fieis vítimas de dardos inflamáveis do inimigo até mesmo dentro das “igrejas”, as quais teoricamente seriam blindadas à fúria de satanás.

            E toda essa violência desenfreada acontece por uma única razão: Por não existir adoração, temor e respeito ao Supremo Criador, e falta de amor ao próximo. Consequentemente os crentes passam a fazer parte das estatísticas de violência, por não dar créditos a Palavra do Senhor, a qual nos aconselha a vigiar e orar em todo tempo, levantando mãos santas sem ira e nem contenda, porque o diabo, inimigo do povo de Deus, anda ao derredor bramando feito um leão, buscando a quem possa tragar.


Portanto, pais, para que os vossos filhos tenham uma boa formação o nosso humilde aconselhamento é se espelharem na sabedoria da Palavra do Senhor, para que tenham paz em vossos lares e a certeza de uma descendência temente aos mandamentos do Senhor, e bom seria que todos os pais pudessem dizer como Josué: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor (Josué 24.15). E então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve.

            Salmos 127.3: Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão.


Louvai ao Senhor!

Irmão Carvalho